10
dez
2016
5

Minha trajetória no fisiculturismo (teoria e prática)

Sou relativamente novo no fisiculturismo, comparando aos caras que estão nesse esporte a mais de 15-20 anos. Tenho acompanhado o esporte desde 2007-2008 e fui assistir a primeira competição em 2009 (campeonato Paulista). O conhecimento que tenho hoje do esporte, mesmo com pouco tempo nele, tem muito mais a ver com a intensidade com que vivi o esporte, seja treinando, estudando e convivendo com atletas e treinadores experientes.

Por volta de 2008 eu já estava apaixonado pelo bodybuilding e passava boa parte do meu tempo lendo sobre treino e nutrição, deixando a física de lado aos poucos. Não conheço um guia para ser um bom coach de bodybuilding, porque minha pretensão inicial era ser atleta e fazer o melhor para o meu shape. Claro que muito do que eu aprendia eu gostava de passar adiante, quando era membros de fóruns do orkut (saudades FAM). Foi algo muito natural, eu passava horas pesquisando sobre a dieta e treino dos profissionais. Mais tarde comecei a ler sobre esteroides e acabei me aprofundando mais em hormônios por um bom tempo.

Além de estudar sobre treino, dieta e hormônios, eu também estudava a história do esporte. Sei que algumas pessoas amam treinar, fazer dieta, mudar o shape, mas para mim fisiculturismo vai muito além disso. Minha paixão pelo esporte me fez aprofundar em todos os seus aspectos, dentro de certas limitações obviamente. Eu aprendi muito lendo fóruns, mas logo depois comecei a comprar dezenas de livros para me aprofundar. Sorte a minha, ter essa paixão por estudar, que acabou entrando em sintonia com a paixão que tinha por viver o fisiculturismo na prática.
Agora deixando a teoria de lado, eu não seria tão bom no que faço se fosse apenas um teórico. Logo que comecei a gostar desse esporte eu procurei ter contato com atletas experientes, treinar em uma academia que tinham alguns atletas foi muito importante. Apesar de autodidata, eu sempre gosto de conversar com pessoas que tenham experiência no esporte e tirar o máximo de informação possível, mas não como alguém que se aproveita, e sim alguém que tem curiosidade sobre o passado, alguém que quer aprender sempre.

Caras como Emmanuel Martyres e o André Pierin são amigos que me acolheram quando eu não era conhecido, deram o valor que eu sabia que tinha, o mesmo valor que via neles como amantes do esporte, bodybuilders de corpo e alma. Uma sintonia de irmãos de ferro muito forte, tanto pela prática, como pelo conhecimento.

Não acho que existe um bom manual para você ser um coach de fisiculturismo. Para mim foi tudo muito natural, minha evolução foi rápida pela intensidade com que vivi o amor que tenho por esse esporte, que é algo que vai muito além de treinar, fazer dieta ou usar hormônios. É amar treinar sozinho, é ser feliz preparando seu rango, é não ter preguiça de viajar 2 horas de trem e busão sozinho só para assistir um campeonato do interior, é estar no backstage ajudando amigos a se pintar e sonhando estar no palco, é passar horas lendo entrevistas de bodybuilders da old school para aprender um pouco sobre o passado, é passar horas lendo sobre aquilo que você gosta de praticar, é estar feliz de conversar alguns minutos com caras que amam esse esporte como você. Esse é o espírito, não tem a ver apenas com o tamanho do seu shape, é muito mais que isso, é o amor pelo que você faz.

Dudu Haluch

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