16
nov
2014
41

HALUCH RESPONDE 4

MELHOR DIETA EM CUTTING, CARBOIDRATOS À NOITE E GH, ACNE EM ATLETAS, PROLACTINA E VITAMINA B6, QUEDA DE CABELO E FITOTERÁPICOS, TOMATE E IGF-1, EFEITO REBOTE PÓS TERMOGÊNICOS, SUPERCOMPENSAÇÃO DE CARBOIDRATOS NA ÚLTIMA SEMANA, LOW DOSES DE ORAIS E HEPATOXICIDADE, EFICÁCIA DA METFORMINA, MACROS E MICROS EM CUTTING, CICLOS DE FORÇA E HIPERTROFIA

É importante que vcs curtam o post, porque me dá certeza que vcs estão gostando, aumenta visibilidade e me motiva a continuar.

1) Ricardo Carvalho Filho: Qual dieta vc obtem melhores resultados visando perca de gordura/definiçao. low carb. ciclo de carb. carbo zero c recarga. zero carbo eterno. e se for ciclar carbo. quais carbos utilizar nos dias de medio e alto carbo. ?? Vlw

“Costumo usar apenas low carb gradativamente com 1 a 2 refeições lixo semanais (muito carbo nessas refeições), com variações nas quantidades de acordo com a resposta semanal e a intensidade/volume de treinamento. A quantidade de carbo depende muito da resposta individual, sensibilidade à insulina. Ciclar carbo pode ser uma estratégia adicional para os mais avançados, que estagnaram com a dieta, mas não que seja a melhor escolha se você sabe bem como manipular os carboidratos ao longo do tempo. A maioria não sabe por isso busca essas dieta de jejum, ciclo de carbos, cetogênica (metabólica). Os carbos devem ser escolhidos de acordo com a resposta individual, grau de sensibilidade à insulina. Indivíduos mais resistentes à insulina ganham gordura mais facilmente, precisam manter mais carbos complexos de baixo-moderado IG/CG (indíce glicêmico/carga glicêmica), e a quantidade de carbo mais baixa, ou seja, mais dias em low carb. Indivíduos com maior sensibilidade à insulina podem misturar carbos complexos e simples, baixo IG com alto IG/CG, comer mais carbo e menos limpo (claro que isso depende de conhecer seu corpo, ter um BF baixo controlado facilmente), menos dias em low carb. Segundo Paulo Muzy uma boa sensibilidade á insulina se reflete em níveis menores que 3 uU/ml em jejum, ou menores que 4 uU/ml, se a glicemia é baixa.”

2) Trafalgar Law: Comer carboidratos na ultima refeição atrapalha a liberação de GH durante o sono ?

“Níveis de pico de GH ocorrem 1 a 4 horas após o início do sono (durante os estágios 3 e 4). Esses picos durante o sono noturno, que respondem por aproximadamente 70% da secreção de GH, são maiores em crianças e tendem a reduzir com a idade. A infusão de glicose não suprime essa liberação episódica. A liberação do hormônio do crescimento durante o sono é irregular e intermitente, e ocorre quando a glicose plasmática não é flutuante e depois de insulina caiu para um nível muito baixo. Portanto comer carboidratos antes de dormir não vai atrapalhar a liberação de GH.”
Changing concepts on the control of growth hormone secretion in man.
VanderLaan WP.
Endocrinologia básica e clínica, DE GREENSPAN

3) Marco Veloso Fgp: Dudu, como os atletas controlam colaterais tipo o acne? Principalmente os mens physique que precisam ter uma pele mais limpa e um perfil mais bonito já que isso é um quesito da categoria. Valeu

“O principal fator é genética, quem tem tendência a ter acne não tem muito jeito de resolver. O segundo fator é controle das doses e drogas, evitar muitas variações hormonais agressivas, e drogas muito androgênicas como testosterona, trembolona, e também controlar níveis de estrogênio.Os melhores atletas respondem bem a doses baixas e não sofrem muito com acne severa, claro que muitos cuidam da pele com tratamentos estéticos.”

4) Nelson Thiago Bairros Barcellos: Dudu Haluch, sobre a Prolactina, sabemos que alguns aes (trembo, nandrolona) a aumentam, dependendo de pre disposicao e outros fatores, a t3 esta relacionada a isso,mas como e porque que a Dopamina atua diminuindo a prolactina????….e porque que mesmo com niveis altos de t3, e com o cessamento dos Aes ela continua alta??????….e sobre relatos que a vitamina b6 a diminui, existe alguma comprovacao?????…..abrcosss man!!!

“Qualquer esteroide a princípio pode elevar prolactina, níveis de estrogênio elevado podem ser um fator determinante. Trembolona e Hemogenin parecem fazer isso mais facilmente. O porque da dopamina inibir prolactina não encontrei resposta. O que vai determinar ela alta é provavelmente o desequilíbrio no sistemas dopaminérgicos e serotoninérgicos pós-ciclo e também níveis de estrogênio elevados, e no caso do hipotiroidismo ou após uso de hormônios da tireoide pode ser um agravante. É preciso analisar cada caso para entender o porque dela estar elevada. Não conheço relatos confiáveis da inibição de prolactina com vitamina b6, e os estudos em humanos parecem não suportar tal efeito. De qualquer forma drogas como bromocriptina e cabergolina fazem isso de forma muito mais eficaz.”
Failure of pyridoxine to suppress raised serum prolactin levels.
de Waal JM, Steyn AF, Harms JH, Slabber CF, Pannall PR.
The influence of pyridoxine on prolactin secretion and milk production in women.
Canales ES, Soria J, Zárate A, Mason M, Molina M.
Effects of pyridoxine hydrochloride (vitamin B6) on chlorpromazine-induced serum prolactin rise in male rats.
Rosenberg JM, Lau-Cam CA, McGuire H.

5) Rafael Vale: Dudu, um dos grandes colaterais em um ciclo altamente androgenico devido ao DHT é a queda de cabelo, que deixa muitos usuários carecas ou com entradas, porém a maioria dos atletas tem cabelo de forma normal, sendo que Alguns atletas ficam hormonizados direto e não tem problema algum com isso, eles usam alguma proteção ou é definido puramente pela genética? Muitos artigos dizem para usar intra ciclo Saw palmetto , pygeum e derivados para evitar essa queda , isso procede ou é besteira?

“Pelas doses de esteroides que fisiculturistas usam a eficácia dos fitoterápicos fica muito limitada em que tem tendência genética a ter queda de cabelo, mesmo controlando níveis de DHT, que nesse caso finasterida seria muito mais eficiente. Os efeitos do saw palmeto e do pygeum na redução do DHT já são modestos em homens normais com hipertrofia da próstata, então em doses suprafisiológias de esteroides não ajudariam muita coisa. Tendência à queda de cabelo com esteroides depende fortemente de predisposição genética.”

6) Murilo Fernandes: Tomate atrapalha na produçao de IGF-1?

“Estudos mostram redução significativa de IGF-1 com licopeno em pacientes com câncer (-25%) [1]. Em homens saudáveis alguns estudos mostram uma redução modesta no IGF-1 (-5,7%) [2] ou nenhuma redução [3], mas mudança no IGFBP-3 [3, 4]. Mas a questão é o que isso influencia no ganho de massa muscular? Provavelmente nada. Níveis séricos de IGF-1 estão associados a alguns tipos de câncer, e o IGF-1 é um hormônio anabólico estimulado pelo treinamento resistido, principalmente por sua atuação local no músculo (forma autócrina/parácrina), e não parece existir correlação entre níveis séricos elevados de IGF-1 com ganho de massa muscular. A aplicação local do IGF-1 demonstrou aumento na massa muscular [5]. Os níveis séricos de IGF-1 tendem a dobrar com aplicação de GH, mas os ganhos de massa muscular são pouco significativos em indivíduos saudáveis. Isso mostra que olhar apenas para os níveis de IGF-1 no sangue tem pouco valor quando se fala em hipertrofia, e outros fatores dietéticos podem influenciar nos níveis séricos de IGF-1 (leite, proteínas).”
[1] Tomato lycopene extract supplementation decreases insulin-like growth factor-I levels in colon cancer patients.
Walfisch S1, Walfisch Y, Kirilov E, Linde N, Mnitentag H, Agbaria R, Sharoni Y, Levy J.
[2] Effect of a tomato drink intervention on insulin-like growth factor (IGF)-1 serum levels in healthy subjects.
Riso P1, Brusamolino A, Martinetti A, Porrini M.
[3] Efeito do licopeno e do extrato de tomate sobre os níveis séricos de PSA total e livre, testosterona, IGF-1 e sintomas prostáticos em pacientes com hiperplasia prostática benigna : um ensaio clínico randomizado controlado
[4] Effect of lycopene supplementation on insulin-like growth factor-1 and insulin-like growth factor binding protein-3: a double-blind, placebo-controlled trial.
Graydon R1, Gilchrist SE, Young IS, Obermüller-Jevic U, Hasselwander O, Woodside JV.
[5] Bases científicas do treinamento de hipertrofia, Gentil.

7) João Vitor Vigilato: Como evitar ou amenizar o efeito rebote dos termogênicos? (Clemb, efedra etc…)

“Aumentando a intensidade ou volume de treinamento após o uso, com cardio e/ou HIIT, controlando os carbos na dieta, e assegurando a recuperação dos receptores (cetotifeno). De qualquer forma você só atenua o efeito e acaba percebendo que é temporário ou sacrificante manter os resultados. É fato que se usou esteroides as coisas ficam mais complicadas. As pessoas precisam aceitar que os resultados obtidos com drogas são temporários, e se você consegue manter é porque conseguiria chegar ali sem elas, mas você baixou muito seu percentual de gordura com qualquer droga, o crash metabólico tende a ser mais violento. Consolidação de resultados depende de paciência e consistência e treinamento e dieta. Os resultados com drogas são ilusórios e temporários (enquanto manter o uso), botem isso na cabeça de vocês. Manter shape seco depende de genética (baixo set point de BF) e/ou uso contínuo de drogas.”

8) Artur Coelho: Dia D, qual a melhor forma de fazer a super compensaçao de carbos? E a ingesta de proteínas, como deve ser?

“A supercompensação de carbos não é feita só no dia D. Pode ser feita até por 1-2 semanas antes, mas o tradicional é ~3 dias antes da competição (carb up). O tradicional é um aumento de ~3x a quantidade de carboidratos da dieta contest, considerando que a depleção foi feita nos dias anteriores da saturação. Alguns atletas zeram carbo nos dias da depleção (3-4 dias), mas não é necessário. Então são ~3-4 dias de depleção (baixo carbo, alta proteína e gordura) e ~3 dias de supercompensação (alto carbo, baixa proteína e baixa gordura). A quantidade de proteína e gordura na supercompensação é relativa, você pode usar muito pouco (~1g/kg) porque aumento dos estoques de carboidrato poupam a degradação de proteínas, e também porque nesses dias os atletas não costumam treinar, ou fazem um treino muito leve (fullbody). É desnecessário e arriscado cortar sódio, e a ingestão de água deve ser mantida alta até 12-15 horas antes da competição, podendo reduzir ou zerar no dia D (eu não recomendo zerar, ainda mais que é arriscado comer muita comida sem beber nada). A supercompensação pode ser feita usando carboidratos de alto IG (arroz branco, batata inglesa) e baixo IG (batata doce), uma mistura dos dois. É bom conhecer bem seu corpo para saber como se dá melhor, mas se não inventar muita moda qualquer um dá certo. Se for carbar apenas um dia é melhor optar por carbo de alto IG na maioria das refeições.”

9) Leonardo Luiz Lira: Dudu low doses de orais (de preferencia pouco hepatotoxico) o ciclo pode ser extendi para 2 ou 3 meses ? ou o figado iria sofrer muito com esse tempo mesmo sendo low doses?

“Depende da sua saúde, da droga e da dose, mas em geral é seguro em quem é saudável e não faz uso de outra droga hepatotóxica. Claro que isso pode variar de pessoa para pessoa e é bom ter exames pelo menos antes do ciclo para monitorar a saúde.”

10) José Costa: Quanto ao uso da metformina para promover sensibilidade à insulina , o que vc acha?

“Se a pessoa já naturalmente sensível á insulina é besteira, e também recomendo evitar o uso, porque se vc tem uma melhora durante o uso, acaba regredindo após o uso (experiência própria). Até porque é mais eficaz aumentar sensibilidade à insulina com cardio e dieta low carb, ou ciclando carbos. A metformina pode ser interessante para quem faz uso do GH, porque ele aumenta resistência à insulina ou para quem está usando insulina num OFF, ela pode limitar o ganho de gordura e potencializar o aproveitamento de nutrientes. Fora desses contextos difícil ver alguma melhora com o uso.”
Metformina e AMPK: Um Antigo Fármaco e Uma NovaEnzima no Contexto da Síndrome Metabólica

11) Guilherme De Assumpção Silveira: Quais as quantidades % de macro e micro-nutriente a serem usados em uma dieta de Cutting? E conforme ir avançando mudar algo? Obrigado!

“A quantidade de proteína inicial é de ~2g/kg (contando todas as fontes), mas a necessidade pode aumentar para até ~3g/kg quando o carbo e o percentual de gordura estão muito baixos. A quantidade de gordura é da ordem de 20-30% das calorias diárias, importante manter o consumo de ômega 3. A quantidade de carboidratos é mais variável, porque depende da resposta individual e da intensidade e volume de treinamento, e da sua evolução, então é possível usar mais gordura dependendo de quanto carbo usa (como na dieta cetogênica). Claro que não recomendo um corte drástico dos carboidratos logo no início da dieta. Os micronutrientes depende da sua ingestão de macros (tipo do macro: fibras, grãos, laticínios etc), vegetais, frutas, e claro que em uma dieta restrita você acaba necessitando de suplementos multivitamínicos. Essas informações podem ser encontradas com as leituras dos meus artigos.”

12) André Luís: Qual a diferença de um ciclo visando Força de um visando Hipertrofia?

“Escolha das drogas. Melhores esteroides para ganho de força são os mais anabólicos também, em geral, dianabol, hemogenin, trembolona, testosterona, nandrolona, halotestin (não pelo poder anabólico, mas visando aumento da agressividade nos treinos). Outros esteroides também podem ser usados, dependendo da preferência do atleta, mas esses são os melhores. Hipertrofia qualquer esteroide serve (exceto proviron, sem poder anabólico), aí depende mais do objetivo e prioridade, se é ganho de volume, ou definição.”

abraços, dudu haluch

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